>E você? Vai deixar o carro em casa?

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Notícia do Portal G1:

Medida preventiva é para evitar a piora da qualidade do ar em SP.

Todos já percebemos aqui em São Paulo que a situação está grave. Dificuldade para respirar, sangramento no nariz, mal estar… E o que você está fazendo pra melhorar o ar que respiramos?
Aproveite que hoje é dia de bicicletada em São Paulo e contribua. Nossos pulmões agradecem :)
OBS: Bonde para a bicicletada SP saindo da praça na Berrini, 500 às 18:03h
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>E você? Vai deixar o carro em casa?

>Rua da Passagem – Trânsito – Lenine

>Ganhei o dvd maravilhoso do Lenine: acústico MTV e conheci essa música super bacana:

Rua da Passagem (trânsito)
Lenine
Composição: Arnaldo Antunes / Lenine
 
Os curiosos atrapalham o trânsito
Gentileza é fundamental
Não adianta esquentar a cabeça
Não precisa avançar no sinal
Dando seta pra mudar de pista
Ou pra entrar na transversal
Pisca alerta pra encostar na guia
Pára brisa para o temporal
Já buzinou, espere, não insista,
Desencoste o seu do meu metal
Devagar pra contemplar a vista
Menos peso do pé no pedal
Não se deve atropelar um cachorro
Nem qualquer outro animal
Todo mundo tem direito à vida
Todo mundo tem direito igual
Motoqueiro caminhão pedestre
Carro importado carro nacional
Mas tem que dirigir direito
Para não congestionar o local
Tanto faz você chegar primeiro
O primeiro foi seu ancestral
É melhor você chegar inteiro
Com seu venoso e seu arterial
A cidade é tanto do mendigo
Quanto do policial
Todo mundo tem direito à vida
Todo mundo tem direito igual
Travesti trabalhador turista
Solitário família casal
Todo mundo tem direito à vida
Todo mundo tem direito igual
Sem ter medo de andar na rua
Porque a rua é o seu quintal
Todo mundo tem direito à vida
Todo mundo tem direito igual
Boa noite, tudo bem, bom dia,
Gentileza é fundamental
Pisca alerta pra encostar na guia
Com licença, obrigado, até logo, tiau.

>Rua da Passagem – Trânsito – Lenine

>O bonde da Berrini e a bicicletada de julho

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Na última sexta-feira fizemos o “bonde da Berrini” rumo à Bicicletada.
A ideia surgiu uma semana atrás, quando conheci pessoalmente a Anna e a Tarcila, duas mulheres que também se deslocam de bicicleta pela cidade e que trabalham na mesma região que eu. Almoçamos juntas na semana (o que foi ótimo e com certeza repetiremos!) pra falar das Pedalinas (que foi o que nos uniu) e combinamos de nos encontrar na sexta pra fazermos juntas o trajeto até a Praça do Ciclista.
Como sabia que mais ciclistas trabalham por ali, lancei o convite no fórum da bicicletada. Mais gente foi se interessando. A Tarcila chamou o namorado e mais um amigo. Marcamos horário e local e estava formado o nosso bonde para a bicicletada!
Éramos 7 na saída da praça e tínhamos uma parada programada nas proximidades da estação Vila Olimpia para o “embarque” de mais 2 ciclistas que pontualmente nos aguardavam. Dali seguimos em frente, 9 pessoas pedalando juntas rumo a Paulista pela minha rota alternativa, que dava direito a passagem por dentro do Parque do Ibirapuera com promessa de contemplação da lua cheia – que estava encoberta :( mas os ipês rosa floridos trataram de embelezar ainda mais a noite.
No ponto de encontro
Na segunda parada do bonde

Depois de contornar o lago chegou a hora de vencer a subida da Abilio Soares. E como ela fica mais fácil e mais curta quando não se está só! Alcançamos a Bernardino de Campos e em seguida ela, a avenida Paulista! Aí foi incrível: mais pessoas que seguiam pedalando rumo à Praça do Ciclista se juntaram a nós! Ocupamos uma faixa da Paulista, as pessoas olhavam, sorriam. E naquele clima maravilhoso chegamos à praça, já lotada!

Depois dos encontros, reencontros e bate-papos, hora da Bicicletada São Paulo ganhar as ruas! Já na saída, novidades! Ao invés de seguir reto na Paulista, demos meia volta e descemos o túnel. Dali fomos pela Dr. Arnaldo e depois descemos, descemos e descemos até a Praça Charles Miller, onde fizemos uma paradinha para reagrupamento do pessoal. Uma banda tocava um blues maravilhoso em frente ao estádio! Seguimos então pela avenida Pacaembú rumo ao Memorial da América Latina onde ocorria o Anima Mundi. Mais uma paradinha, muitos erguendo as bicicletas e cantando: MAIS ANIMAÇÃO, MENOS POLUIÇÃO. Um rapaz se aproximou de mim e perguntou do que se tratava, achou bacana e complementou: nós de moto na nossa luta por respeito e vocês de bike também, é isso aí! – sim, é isso aí mesmo!!!!
Sorrisos se abriam enquanto passávamos pelo terminal Barra Funda. Fomos pela Francisco Matarazzo, o pessoal nos bares fazia festa com a nossa presença na rua. Alcançamos então o Minhocão e percebi que nossa passadinha pelo centro estava garantida. Ah, como eu adoro pedalar pelo centro! Rua Xavier de Toledo, Viaduto do Chá, rua Direita, praça da Sé. Marco zero da cidade, ponto final pra mim. Dali a massa subiu a Avenida Liberdade, Vergueiro e ganhou novamente a Paulista.
Não sei se graças à noite agradável que fazia, ou pelo bonde da Berrini, ou o reencontro com amigos, ou ainda pelas crianças com suas bicicletinhas nos acompanhando, mas uma felicidade imensa tomou conta de mim! E eu olhava à minha volta e sentia nos sorrisos e nas conversas uma energia contagiante tomando conta de toda a bicicletada! Foi uma noite mais que especial!
Depois dessa festa muitos seguiram para o Bonde de Curitiba (a integração das duas maiores bicicletadas do Brasil!) levando todo o brilho dessa noite paulistana para a capital paranaense. E com certeza trazendo de lá muitos momentos maravilhosos e felizes pra relatar pra quem por aqui ficou. Agora é esperar pela próxima! Pedalando, claro;)

>O bonde da Berrini e a bicicletada de julho