SP-TERESÓPOLIS – DIA 02: PARQUE NACIONAL DA SERRA DOS ÓRGÃOS

Sexta-feira, dia útil, cidade cheia, um pouco de trânsito e muito calor. Dia de conhecer o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, sede Teresópolis (são 3 no total).

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Uma paradinha no Mirante a caminho do parque

Há diversas trilhas disponíveis dentro do parque, com variados graus de dificuldade, incluindo travessias de 3 dias ou mais, onde você vai acampando no caminho.. (um dia quero fazer essas), além de piscinas naturais.

Percorremos a trilha suspensa, que está com um trecho interditado para reparos. O bacana dessa trilha é que as passarelas de madeira a tornam acessível para cadeirantes.

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Água tão cristalina…
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…que dá pra ver os óculos do Thiago

 

 

 

 

 

 

 

Depois fomos fazer a Trilha do Cartão Postal, relativamente curta, uns 3 km ida e volta, porém com bastante subida e calor de 30 e todos graus, foi um pouquinho cansativa, mas para amenizar, ela é toda sombreada e tem muitas aves. Fomos presenteados por um bandinho de saíras, pica-paus, arapaçus e várias outras aves que eu não soube identificar…

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Seria um beija-flor rubi? (Clytolaema rubricauda)

E, claro, ao final, o visual valeu muito a pena.

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Aproveitamos o fim da tarde para descansar e como bons paulistas (eu sempre escrevo isso nos relatos, mas é verdade…) pedimos pizza pro jantar.

SP-TERESÓPOLIS – DIA 02: PARQUE NACIONAL DA SERRA DOS ÓRGÃOS

SP-Teresópolis, Serra dos Órgãos – Dia 01

Mil quilômetros. Um pouco a mais por causa dos passeios na região.

Ô lugar lindo essa Serra dos Órgãos! Eu já tinha visto muita foto ali no mirante com o Dedo de Deus ao fundo, mas não tinha noção da imensão e beleza daqueles paredões!

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Abraçando o mundo

Feriado de 4 dias, reservamos um dia para ida, outro para volta, um dia no Parque Nacional e outro em aberto para passeios pela região.

Como sempre, nos programamos para sair cedinho, às 06h, atrasamos 1 hora, bem aceitável pros nossos padrões.

Pegamos a Rodovia Ayrton Senna para evitar o pior trecho da Dutra, aqui perto de São Paulo e foi uma excelente escolha. Na chegada para Dutra, trânsito pesado, mas que felizmente se dissipou em não muitos quilômetros. Estrada cada vez mais livre, pude matar meu preconceito com ela, a Dutra.. da lembrança que eu tinha de uma rodovia lotada de caminhões, para uma rodovia cheia de curvas deliciosas, excelente asfalto e belas paisagens, uma delas estonteante.. duas montanhas, água correndo entre elas, árvores floridas. Gente! Isso é real? Parecia uma pintura! Aquelas fotos fine art que eu não gosto muito porque acho irreais demais.. pois é, descobri que essas paisagens existem, algumas delas na Dutra, a caminho do Rio.

mapa SP-Teresópolis

Tínhamos feito um planejamento de paradas legal, café e abastecimento na Ayrton Senna, segunda parada ainda por lá, outra antes da descida da Serra das Araras, para descansar e nos prepararmos para o retão lá embaixo (onde não há postos de combustível, inclusive) até a entrada de Teresópolis.

Nossa vontade era tirar uma foto no Dedo de Deus por volta das 16h, mas atrasamos. Chegamos no pé da serrinha, já avistando a Serra dos Órgãos faltando 15 minutos pras 6 da tarde, reflexo da enrolação acumulada em cada parada.. encostamos rapidinho, esticamos as pernas e subimos, na expectativa de conseguir avistar algo ainda naquele dia.

A subida da serra ali é um espetáculo a parte, as curvas são deliciosas, eu ainda tenho bastante receio de estradas muito sinuosas descendo.. mas na subida… eu adoro! Numa das curvas já estava quase pendulando, hehe – não estava, mas a sensação era essa.

Seguimos contornando a serra e a cada curva uma paisagem ainda mais espetacular surgia, um paredão, um outro ângulo da serra… era bonito demais! Quando achei que já tinha visto toda a beleza, surgiu uma lua cheia magnífica no meio da serra.. de emocionar. Me lembrou muito a primeira vez que fizemos uma viagem grande de moto, lá pro sul, subindo o Morro da Igreja. Um sentimento de felicidade incrível, reduzido apenas pelo caminhão que surgiu na minha frente e me fez ficar de castigo atrás dele por alguns quilômetros até chegarmos no mirante. Sim, já tinha escurecido, mas a beleza continuava toda lá, presente e iluminada por uma noite clara e dourada.

mirante do soberbo
Mirante do Soberbo – até aqui tudo já tinha valido a pena!

Seguimos para o hotel. No caminho, parada num farol, senti uma batida na traseira da moto, sim… era um carro… um senhor bateu em mim, parada! Foi de leve e ao descer da moto constatei que nada tinha acontecido. Perguntei se ele não tinha me visto.. O senhor não se importou muito, não pediu desculpas e ainda queria sair logo do lugar. Gastamos uns minutinhos ali explicando para ele que ele ía esperar sairmos sim e não desviar das nossas motos e ir embora, afinal, era o mínimo que ele podia fazer depois de ter batido numa moto parada: esperar sairmos. Subi na moto ainda com receio de ele fazer alguma manobra brusca ao nosso lado, mas quando olhei no retrovisor, uma viatura da Polícia havia surgido, na frente do motorista “cego” (o que nosso amigo Guma chamaria de karma instantâneo). Fiz sinal para ela aguardar e rapidamente decidi que não valia a pena ter mais aborrecimento indo falar com os policiais, então só esperei o Thiago subir na moto, agradeci a viatura e então seguimos, eu já mais tranquila. Claro que nos próximos semáforos fiquei com a sensação de que as pessoas não íam parar atrás de mim.. mas logo passou… rapidamente entendemos também que apesar daquele climinha de cidade pequena e fofa, muitos motoristas seriam sem noção como aquele que acabara de nos receber.

Devidamente “aclimatados”, conseguimos chegar em paz no hotel (Águia de Ouro, reservado pelo Booking, atendimento super acolhedor, local confortável, ótima localização, recomendamos muito) e descansar para nosso segundo dia que previa uma trilha no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

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SP-Teresópolis, Serra dos Órgãos – Dia 01

E a sua primeira moto? A minha foi roubada.

Você se lembra da sua primeira moto? O que aconteceu com ela? Bom, a minha infelizmente foi roubada.

Fiquei 1 ano com essa Intruder 250, uma relíquia que fui buscar em Itapetininga com apenas 12 mil km e impecável. Vendi para um vizinho, gente finíssima, que sonhava em ter essa moto quando ela foi lançada, fiquei feliz demais com isso. Mas infelizmente essa moto foi roubada na região da Rua Vergueiro em São Paulo. Foi com lágrimas nos olhos que ele me contou isso, poucos meses depois de sua aquisição.

 

Em nossa última viagem, empoeirada no Morro da Igreja - SC
Em nossa última viagem, empoeirada no Morro da Igreja – SC

 

Muita gente me escreve até hoje sobre essa moto e é muito gostoso conhecer as histórias de cada um, amizades virtuais se tornaram reais por causa disso também.

Infelizmente também soube do ocorrido muito tempo depois, mas mesmo assim quero deixar registrado, caso alguém tenha notícias da moto, ou de peças dela (conheço cada parafuso…) e, ainda, um alerta quanto aos cuidados com furtos pois como podemos ver, não existe moto “não visada”. E, claro, faça sua parte: não alimente o crime, não compre peças usadas de procedência duvidosa, a próxima vítima pode ser você.

 

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E a sua primeira moto? A minha foi roubada.

Bertioga, de Intruder

Minha GN 250 de volta da revisão com pneus novos e protetor de motor reluzente:)
Minha GN 250 de volta da revisão com pneus novos e protetor de motor reluzente:)

O plano era tomar café na estrada. Na Ayrton Senna, posto BG Leste, o melhor café de beira de estrada.
Mas com aquele dia lindo, céu azul, não deu pra resistir. Sugeri descermos a Mogi-Bertioga (a minha estrada preferida, de bike ou moto) e o Thiago topou!

Curvinhas da Mogi-Bertioga
Curvinhas da Mogi-Bertioga

Moto revisada, era hora de testar a mini-custom nas curvinhas. (com pneus novos!)
Dia maravilhoso!

Fim de tarde na estradinha, depois da balsa
Fim de tarde na estradinha, depois da balsa

Na volta, já em Santos, encontramos um casal capixaba, de Serra, numa XT 600 indo pra Serra do Rio do Rastro! E um paulista com uma Hayabusa que ficou sem bateria e não queria pegar nem no tranco, mas que depois decidiu funcionar. Foi ele quem deu a dica de um passeio que fez brilhar os olhinhos: Rastro da Serpente, 200 curvas! Parece legal, beeem legal:)

Os aventureiros rumo às serras catarinenses! Também quero:)
Os aventureiros rumo às serras catarinenses! Também quero:)
Tentando fazer a Hayabusa pegar no tranco.
Tentando fazer a Hayabusa pegar no tranco.

Passear de moto é assim. Desfrutar da companhia um do outro, da estrada, do sol, do vento, e ainda encontrar pessoas e histórias pelo caminho.

Bertioga, de Intruder

Uma moto pra chamar de minha!

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Não bastava encontrar uma moto que estivesse boa, bonita.. tinha que ser uma raridade… quilometragem baixa, única dona! E tinha que ser há 170 kms de casa, um belo motivo pra viajar de moto, depois de 2 meses da viagem do sul!

Incríveis 12.318 kms no odômetro...
Incríveis 12.318 kms no odômetro…

E também não bastava chegar lá e confirmar que a moto está realmente linda e impecável e fechar negócio. Tinha que encontrar também uma família de motociclistas (pai, mãe, filhos, noras..) que nos acolheu pro almoço, depois café, histórias… um dia super agradável em Itapetininga!

Dona Olga, toda estilosa em sua moto!
Dona Olga, toda estilosa em sua moto!

Saindo de lá, em cima da XT, finalmente dei aquele grito de felicidade!

Seguimos pela Castelo Branco, primeira viagem por ela por sinal, condições muito boas mas sem muita paisagem pra ver. E bastante frio, pra relembrar o sul..

Uma semana depois, trâmites dos documentos resolvidos, hora de buscar a moto (ansiedade? imagina..)

Ida de ônibus, quase 3 horas, e sempre relembrando: se estivéssemos de moto..

Reencontramos o Sr. Catarino e a Dona Olga, batemos um papinho e chegou a hora da Intruder receber sua primeira garupa! Paradinha no posto pra abastecer incríveis 4 litros de gasolina e pro Thiago atacar com seu inseparável WD no retrovisor, para ajustar direitinho e em mais algumas pecinhas, além de lubrificar a corrente.

Thiago de mini-custom:)
Thiago de mini-custom:)

E seguimos pra casa! A minha mini-custom é muito confortável, mas é uma posição bem diferente, estranhei um pouco mas foi uma viagem bem gostosa.

Paramos uma vez só, mais para comer do que pra descansar. Além de quase rolar de rir com o Thiago tirando sarro da minha bolsa pois prometi que caberia tudo que combinamos levar, mas ele acabou levando umas coisinhas a mais, me fazendo colocar todo meu talento de arrumação de bagagem em pequenos espaços em prática.

Dividindo espaço com uma grandona:)
Dividindo espaço com uma grandona:)
"Coloca aí na sua Timbuk, cê não falou que cabia"?
“Coloca aí na sua Timbuk, cê não falou que cabia?”

Chegando em Sampa, passadinha na USP pra eu andar um pouquinho com a moto né, quer dizer, tentar.. não sem antes me assustar com as rotatórias da USP, estranhei muito a sensação da moto mais inclinada, por ser mais baixa e tal, tanto que depois de uma curva pra esquerda, na seguinte, à direita, eu travei no banco e no mesmo segundo me lembrei que garupa não pode travar o corpo assim, e o Thiago? Bom, ele só ria. Deve ser mesmo bem engraçado a pessoa travar na curva de uma rotatória depois de ter passado pela Serra do Corvo Branco, Rio do Rastro…

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Bom, da voltinha de moto, posso dizer que ainda tenho muito a aprender (hehe) mas deu pra sentir um pouquinho a moto e perceber que a paixão está apenas começando. O Thiago me fez filmar meu percurso e estou sinceramente torcendo para que o arquivo desse vídeo esteja corrompido e que seja impossível coloca-lo no ar (isso não se faz né? rs..)

Depois encontramos uns amigos pra comer e mostrar a moto. Nada mais divertido que comparar duas intruders:) Todo mundo me dando parabéns mas o fato é que eu ainda não sinto que a moto é minha, acho que só vou sentir quando eu finalmente for capaz de andar com ela sozinha e fizer isso.

Muitos sucos de laranja depois… já perto do estacionamento, a bateria decidiu nos abandonar, por sorte eram poucos quarteirões, um tranquinho e a moto seguiu até o portão, quando morreu de vez. Normal, pra uma moto que rodou tão pouco, exigimos muito da bateria, ela merece uma nova.

Suzuki Intruder 250, ano 2001: De Itapetininga para o mundo!
Suzuki Intruder 250, ano 2001: De Itapetininga para o mundo!

Agora a moto segue pra revisão na Guapira (ainda não falei dessa oficina né?) e em breve estaremos rodando juntas por aí. Minha meta é poder fazer uma viagem com ela até o fim do ano, que sejam os poucos quilômetros de São Paulo até a praia. Quem sabe chegar de moto na casa dos meus pais, em Peruibe (para desespero da minha mãe hehe). Todo mundo me diz que bem antes disso pego o jeito, espero que estejam certos, mas tudo no seu tempo. E aí vai ser planejar as férias.. a viagem pra Argentina, Ushuaia…

Uma moto pra chamar de minha!