Salão Duas Rodas 2015, a expectativa

Motos, motos, motos por todos os lados :)

Estou em contagem regressiva para o Salão Duas Rodas 2015.

Desde 2013, quando ocorreu o último.

Meu ingresso então.. comprado desde o primeiro lote de vendas, muitos meses atrás.

No Salão de 2013 eu estava começando neste universo do motociclismo e os dois dias do evento (sim, um só dia não foi suficiente pra mim) foram extremamente divertidos. Para este ano, claro, nem tudo será novidade, mas mesmo assim estou muito empolgada, tanto que estava relendo o post que fiz do anterior.

E quais são as expectativas deste ano?

Bom, eu gosto do evento porque podemos experimentar, mesmo que só um pouquinho, diversas motos. Você pode subir, ver os detalhes mais de perto e algumas você até pode pilotar nos test rides. Foi no salão de 2013 que eu tive meu primeiro contato com a Triumph Bonneville, o visual me cativou e quando subi na moto, uau! (Dali pra frente pesquisei ficha técnica, guardei dinheiro, fiz test ride, guardei dinheiro, aluguei uma, guardei dinheiro e acabei comprando e seguimos in love.)

Minha grande expectativa é poder pilotar a Ducati Scrambler. Quando foi lançada mundialmente fiquei apaixonada e em dúvida sobre ela e a Bonnie. Acabei escolhendo a Bonnie porque não aguentei esperar mais 10 meses pra comparar as duas (sim, são motos bem diferentes, mas minhas preferidas, então eu iria comparar sim). Em junho tive a oportunidade de vê-la pessoalmente na Ducati Berlin e mesmo não pilotando o coração acelerou ainda mais por ela. Hoje, penso ainda na questão de reposição e custo de peças (e da própria moto né!) mas ela sem dúvida está na minha lista de desejos motociclísticos, no topo :) Sonhar ainda é de graça.

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Além disso, a Ducati está balançando o mercado com essa moto e a gente gosta assim :) Quem sabe a Triumph não traz a Scrambler deles pro Brasil? (embora eu não tenha curtido a posição dos escapes dela, desconfortável na perna – outra que vi em Berlin, mas muita gente gosta) E a Yamaha já correu atrás com a XSR 700.

Além da Scrambler, também quero ver:

Indian – tudo. Tudo é novidade, é uma lenda, quero ver tudo.

Ducati – tudo. As motos da Ducati são as que mais vestem bem, na minha humilde opinião. E, denovo, sonhar ainda é de graça. Eu já disse que quero pilotar a scrambler né?

KTM – 200 e 390 Duke (e parece que vai ter test ride das duas!)

Kawasaki Ninja H2 (estonteante de linda)

Kawasaki Vulcan S (pre-ci-so sentir a posição de pilotagem dessa moto, quero fazer test ride depois)

Kawasaki Z300 (estonteante de linda, 2)

Dafra Cityclass e Maxsym 400 – se usasse moto no dia-a-dia cogitaria a Cityclass, vi a ficha técnica e o vídeo dela quando uma amiga estava pesquisando scooter e adorei. E essa Maxsym com regulagem de bolha, de banco, de encosto, de estacionamento.. e lanternas em formato de coração <3 Em tempo: a amiga acabou comprando uma Honda PCX e está curtindo muito.

Yamaha MT 07 e 09 e tudo mais. – Eu amo a Yamaha, mesmo não tendo tido a minha, ainda. Me identifico com o design, desde as motos menores, a qualidade é indiscutível, o prazer da pilotagem e acho show a oferta de peças/preços aqui em SP. (Lander X, me aguarde)

Yamaha XSR 700 – tá, não vai ter ainda, mas eu queria :P

Triumph – mais do mesmo que sempre encanta, babo nas Street Triple e nem preciso mencionar o quanto gosto da linha classic né?

Claro que eu visito os estandes das outras marcas também, mas meus destaques são estes.

Além de ficar babando e lambendo as motos, eu também aproveito pra ver como as marcas estão se posicionando com relação ao público feminino, a oferta de produtos (tem marca que ainda acha que jaqueta feminina = jaqueta rosa) Sabemos que a presença de belas modelos é uma constante, mas existe uma diferença imensa na forma como cada marca tem retratado as mulheres no evento e eu levo isso muito em conta quando penso em comprar uma moto ou acessório e, não a toa, troquei uma Suzuki por uma Triumph (as roupas que a Suzuki submeteu as modelos no último salão eram vergonha alheia demais e as experiências que tenho tido com o atendimento da Triumph para mim, mulher motociclista, tem sido muito boas, além das propagandas e etc.)

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Nós sabemos. A Triumph também.

A Honda também tem mandado bem nas redes sociais com as mulheres, a Dafra quase sempre tem vídeos com homens e mulheres pilotando, Yamaha arrasou na propaganda da Fazer150 neste sentido também. Vamos ver quais surpresas mais nos aguardam. E você, barbudão que vai ao evento, faça o favor de respeitar as mulheres né, elas estão ali trabalhando, elas vão ser simpáticas, tirar fotos com você etc e tal, mas trate com o devido respeito, ok? Beleza!

Tem ainda palestras sobre viagens, presença de feras como a piloto Sabrina Paiuta, patrocinada pela LS2 (sim, a marca do meu capacete também leva em consideração esse patrocínio a uma piloto mulher), shows na área externa de stunt, trial, rock ao vivo no estande da Harley Davidson, oportunidade de conferir de perto acessórios que geralmente são difíceis de encontrar, enfim.. muita coisa! Se você gosta de motos, com certeza vai curtir.

E seguimos então, nessa semana longa, tentando evitar as notícias do salão (que começou hoje para a imprensa), e ao mesmo tempo querendo saber as novidades. Sábado e domingo, estaremos lá ;)

Salão Duas Rodas 2015, a expectativa

Retrospectiva motociclística 2014-2015 – e contando…

Retrospectiva 2014 e parte de 2015, entre a reforma interminável da minha Sahara, a compra da Bonneville e viagens, viagens lindas! (também tem XT, Lander e Fazer, tem muita moto!)

Obrigada novamente ao Jeferson e Thiago por todo o trabalho pra deixar minha moto linda. (e em breve novidades da Sahara!)

Confiram um pouco dos lugares belíssimos deste nosso país que percorremos em duas rodas no vídeo do Thiago.

Retrospectiva motociclística 2014-2015 – e contando…

E a Sahara?

Eu conheci a Sahara meio por acaso, um amigo estava com uma parada na garagem e decidiu vender baratinho. Como eu já tinha andado de trail e me apaixonado, topei o desafio de reforma-la.

No meio do processo, pneus novos, retrovisores novos, sem bolha, com um spray preto jogado nas carenagens pra dar uma disfarçada
No meio do processo, pneus novos, retrovisores novos, sem bolha, com um spray preto jogado nas carenagens pra dar uma disfarçada naquele aspecto de moto de guerra

Li um dia destes em um grupo de motos uma pessoa que acabara de reformar sua moto dizendo: “reformar moto é uma coisa que se faz apenas uma vez na vida”.

Eu concordo.

Reformar uma moto antiga requer muita disposição, tempo, dinheiro e muita paciência… financeiramente essa reforma não compensou, eu poderia ter comprado outra trail mais nova e ter sido bem feliz, mas posso dizer também que foi uma experiência bacana. É bom pra aprender mais sobre a moto, pra trocar ideias em fóruns e conhecer outras pessoas apaixonadas pelo modelo, enfim, diversos aprendizados e claro que a minha inexperiência também dificultou algumas coisas.

Descobri que a moto que eu comprei andava judiada pelos últimos mecânicos mas para minha felicidade o motor tinha sido feito a pouco tempo. E bem feito.

Depois de deixar a mecânica e estrutura em ordem, embarquei numa viagem de São Paulo até Foz do Iguaçu. Foi apaixonante andar com a Sahara, sempre é. É uma moto que desenvolve muito bem em viagens, curto muito a posição de pilotagem nela, a posição das pernas é ótima, só tenho que driblar a altura dela na hora de parar a moto, não posso vacilar pois ela é alta pra mim, qualquer vacilo pode significar chão. E eu já comprovei isso 3 vezes. É, comprei 3 terrenos com a moto parada.

 

Descansando em Foz do Iguaçu ao lado da XT 600 do Thiago. E elas bebem igual!
Descansando em Foz do Iguaçu ao lado da XT 600 do Thiago. E elas bebem igual!

Nessa viagem pra Foz, descobri um defeitinho crônico da Sahara: a corrente de comando e seu tensionador. A moto desenvolveu bem mas o motor virou uma batedeira. Lá em Foz mesmo levei a um mecânico indicado por um amigo que conheci num grupo de motos, o “Estórias engraçadas de motos e barracas”. O mecânico estava inclusive montando uma Sahara toda reformada. Fizemos a troca do tensionador por um de marca paralela, já que um original teríamos dificuldade de encontrar.  E infelizmente, na viagem de volta o barulho já tinha voltado. Deixei a moto então na oficina de costume, a Guapira Motos, que super recomendo, foi feita a troca por peças originais, gastei mais uma pequena fortuna, mas o problema foi sanado.

Com uma carenagem a menos, que voou na estrada...
Com uma carenagem a menos, que voou na estrada…

E aí faltava apenas a pintura da moto.

Foi quando uns amigos talentosos toparam o desafio de pintar a minha moto. O Jeferson (vulgo Guma), e o Yusuke me acompanharam na compra do material e finalmente está chegando a hora da minha Sahara deixar de ser uma moto malacabada, rs..

 

Varalzinho de testes na casa do Yusuke.
Varalzinho de testes na casa do Yusuke.

Hoje começa nossa última missão dessa reforma toda e minha motona vai finalmente ganhar a aparência que merece. Vou manter o estilo da original de 1991, trocando apenas as partes cinza, por preto.

Logo logo veremos o resultado dessa saga!

E a Sahara?