Campanha da Prefeitura de SP pela segurança dos ciclistas

Meu domingo começa ainda mais belo ao ver o vídeo da campanha da Prefeitura de São Paulo pelo respeito ao ciclista no trânsito.

Mais de 5 anos pedalando pela cidade e encurtando distâncias através da bike e finalmente me sinto representada pelos governantes da minha cidade.

Já não somos mais invisíveis.

Parabéns a todos os envolvidos!

Com educação construiremos a São Paulo que a gente quer!

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Campanha da Prefeitura de SP pela segurança dos ciclistas

Rua, finalmente!

“Sim, é uma moça na moto” – a mãe responde pra menininha na calçada.

Saída do estacionamento, logo atrás do Thiago, (de bike anjo, a moto anjo). A concentração do momento não permitiu um aceno e o capacete escondeu o sorriso, mas eu não posso decepcionar a menininha.

Voltinha no quarteirão pra sentir a moto, sentir as luvas, e lá vamos nós para os primeiros faróis. Trânsito.. bom pra eu relaxar mais, mas até que estava tranquila. Chegamos na Augusta. Thiago inventa de parar no posto pra encher o pneu da moto dele. Ele faz de propósito eu acho, não podia ir com esse pneu murcho mesmo? rs.. me fazer parar no posto? Mas beleza.

– “Já colocou no neutro?”
– Já.
– “Então por que essa mão na embreagem?”

Saída do posto.

– Thi, como é que eu vou fazer essa curva pra sair no tempo do farol? (subida, carros cruzando..)
– “Eu vou segurar o trânsito pra você e você vai.”
– Thi, você não entendeu, eu preciso de MUITO ESPAÇO pra fazer a curva, vamos esperar o outro farol.

Só ouvi um “ai” quando eu fiz a curva aberta demais e o táxi que iria virar esperou e deu uma piscadinha de farol.

– Estou tranquila, tá tudo bem – Tranquilizo pelo rádio. (um luxo sair de moto com rádio né gente?) Na verdade ele não ficou nervoso, ele nunca fica, ele é muito sangue frio, aprendo com ele.

Rua Augusta tranquila, começo a ficar mais solta. Percebo que as pessoas não tentam te matar na moto. Dou seta, o motorista não me dá a preferência, mas beleza, eu espero e entro depois dele. Lembro do Adonai falando que o primeiro farol a gente nunca esquece..

Esqueço de tirar o pé do freio pra sair e a moto morre, claro. Momento de manter a calma, mas sinto o calor nas bochechas. Thiago com a voz mais tranquila do mundo: “Liga, vai, mas com vontade!”. Farol denovo. “Já pôs no neutro? Por que tá segurando a embreagem?” Tá! Eu aprendo!

Descida da Haddock Lobo, medinho! Descubro o freio motor que o Thiago tanto me falava. Desço tranquila em segunda marcha sem precisar acionar os freios, que maravilha! Fico no farol e o Thiago passa. Combinamos pelo rádio entrar na Estados Unidos.

– Thi, acelera, pode acelerar. – Pedindo pra ele se distanciar mais de mim pra eu não ter que reduzir, olha a folga..

Virar na Rebouças, caminho que faço de bike voltando do Ibira. Um carro na faixa da esquerda para (é, para, no meio da rua..) e quer entrar à direita. Descubro a buzina! Vou narrando pro meu moto anjo o ocorrido, pra ele não se assustar ao ouvir a minha buzinada né. – “Bike feelings já é?” Curvinha pra entrar na Henrique Schaumann e já dar seta pra esquerda (dou seta e buzino..) “Olha a minha trajetória e segue” – Poucos carros, sussa.

Fico no farol da Francisco Leitão. Converso com ele que tira sarro “Abriu o faroooool””, como faz o nosso colega motovlogger Carlos Gonzalez. Não tem como não rir. Nas valetinhas cruzando a Teodoro ele me orienta rapidamente: “primeira, acelera, coloca segunda, segura, acelera denovo” (ou algo assim) – Ih Thi, relaxa, eu vou passar em primeira mesmo… (depois ele me explica em detalhes como fazer)

Última curvinha pra pegar a Cardeal. A motorista “fofa” quer cortar duas motos e entrar direto na segunda faixa. Sem crise, a gente espera a manobra da louca e vai. Estacionar a moto, colocar no cavalete, uhuuuu, cheguei! Sensação de vitória e muita alegria!

E assim, numa noite linda e quente de inverno, muito bem acompanhada, eu andei de moto na rua pela primeira vez.

A menininha ficaria orgulhosa!

Só pra registrar o momento:)
Só pra registar o momento:)
Rua, finalmente!

Pilotar uma moto: uma das melhores sensações que se pode ter!

Ah, claro, deve haver coisas melhores ou tão boas quanto, mas pilotar uma moto é, sem dúvida, UMA DAS MELHORES SENSAÇÕES QUE SE PODE TER!

Não dá pra descrever, tem que sentir.

É como quando você era criança (ou adulto!) e saiu pedalando sua bicicleta pela primeira vez. No meu caso, quando eu recoloquei os patins nos pés depois de anos sem eles.

Parecia tão difícil naquele circuito curto.. que nada! É fácil! É como andar de bicicleta.

Li e ouvi tanta coisa que tinha medo do freio dianteiro (quase proibido nas aulas da moto-escola!), achava que ía voar da moto. Nada disso. É como andar de bicicleta.

Retrovisores! Como é que eu ando há 5 anos de bicicleta no trânsito sem eles? Preciso instalar!

Me sinto como quando a bicicleta mudou minha vida, me tirando daquela tortura do congestionamento diário do carro e me tornou dona do meu tempo.
É como se eu descobrisse um segredo e quisesse compartilhar com todo mundo, quisesse que todo mundo, o mundo todo, pudesse experimentar.

É o que eu estou sentindo, gente, FELICIDADE!

Pilotar uma moto: uma das melhores sensações que se pode ter!

Há flores em tudo que eu vejo…

Uma das coisas que mais me encanta no meu dia-a-dia de bike é essa possibilidade de estar mais próxima da cidade.

Em cima da bicicleta, o caminho me pertence mais, vejo beleza onde antes não reparava e me impressiona o fato de ela sempre ter estado lá sem que eu tivesse notado!

A cidade está cheia de ipês floridos! Eles são o colorido sob o cinza habitual, arrancam de mim um sorriso bobo, de quem acredita que a felicidade está nas pequenas coisas da vida.

Arredores da estação de trem Osasco 

Há flores em tudo que eu vejo…