Mulheres viajantes, dúvidas das motociclistas e algumas dicas

Em minha última noite em Urubici, conheci a Angelika Hofer, uma austríaca que está viajando pela América do Sul há pouco mais de um ano. A Angie chegou na Motogaragem, vindo da Colômbia em uma moto YBR 125 que ela comprou para vir até o Brasil, viagem que para ela seria inviável sem a motocicleta.

 

Angie
A felicidade da Angie: “Chega de chuva, definitivamente pronta para a praia.”

Eu tinha ido me despedir do Glauber e do pessoal de Brasília que havia estado por lá durante o feriado e conversei pouco com ela, mas o suficiente para se tornar um encontro especial para mim. Ela me mostrou a naturalidade de ter uma vida em sua cidade natal, trabalhar e sair para viajar, passar meses fora, depois retornar, trabalhar, seguir uma rotina, viajar de novo e eu ouvi tudo atentamente pois a Angie não sabia, mas ela me mostrava ali um outro universo. Aqui no Brasil, não temos toda essa cultura de explorar o mundo, seja pela realidade econômica ou pela distância geográfica mesmo e as mulheres enfrentam ainda a realidade dos índices de violência contra a mulher, um desafio a mais.

Se na estrada infelizmente vi pouquíssimas mulheres de moto (embora eu tenha muitas amigas que pilotam e viajam, sós ou acompanhadas), nos hostels onde me hospedei encontrei muitas mulheres viajando, a maioria sozinhas (em Colonia Del Sacramento éramos, uma brasileira, uma alemã e uma argentina no mesmo quarto), o que pra mim causa enorme felicidade, pelas experiências que podemos trocar e pela companhia, mas causa ainda um certo estranhamento para muitas pessoas.

Por onde passei, a pergunta que mais ouvi foi: Você está viajando sozinha? E em seguida: de moto? Sempre com muito espanto. – Toda mulher que viaja sozinha está sacudindo a cabeça agora e concordando comigo.

Sobre ser uma mulher viajando sozinha, bem, nada foi diferente dos cuidados habituais do dia a dia de uma mulher que vive numa grande cidade como São Paulo, que é o meu caso. Por estar de moto, me senti mais segura do que em outras viagens que fiz sozinha de avião/ônibus, pela autonomia de deslocamento que a moto representava para mim.

Muitas mulheres tem me procurado pedindo dicas, perguntando se tive problemas e tenho pensado muito no que dizer a elas e acho que a grande dica que posso dar não é de viagem e sim para a vida, algo que funciona para mim: tenha pessoas à sua volta que acreditem em você, que te estimulem a evoluir, mulheres ou homens, cerque-se dessas pessoas, aprenda e inspire-se nelas. E, nunca dispense um exemplo feminino. Encontre as mulheres que fazem o que você tem vontade de fazer, troque ideias, marque um café, enfim, perceba que você também pode. Elas estão fazendo! E se você não encontrar uma mulher fazendo o que você quer fazer, por favor, seja a pioneira! Abra caminho para as que virão!

Quando se fala do universo motociclismo, há uma predominância de homens, e é fácil distinguir quem te admira por ser uma mulher motociclista e quem tem até um discurso de admiração, mas não colabora em nada para que nosso dia a dia, dentro dos grupos de debate, eventos ou viagens seja mais prazeroso e ainda reclama que tem poucas mulheres!

Eu participo de diversos grupos sobre motos nas redes sociais, modero alguns, e encontro de tudo neste universo. Faço amizades belíssimas dentro destes ambientes, procuro responder dúvidas sempre que possível, também aprendo bastante, mas ainda vejo muita postagem de foto sexualizada de mulher, muita piadinha machista que, já em 2017, não sei quem ri, e isso é o tipo de coisa que afasta as mulheres do motociclismo. Não, não é porque mulher tem medo ou não gosta de moto, algumas gostam, outras não, mas o que não gostamos mesmo é de ficar aturando babaquice, preferimos investir nosso tempo com nossas amigas e amigos que nos fazem evoluir e que são companhias agradáveis.

Percebo ainda que alguns homens se incomodam quando respondo uma dúvida de mecânica, deixo um exemplo abaixo. Para estes, só o que tenho a dizer é: vai ter mulher de moto sim e se reclamar, vamos levar mais uma na garupa.

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Um pouco de humor na resposta, mas o assunto é sério.

Recebo muitos parabéns pela viagem e etc, adoro este carinho das pessoas mas queria deixar claro que não sou nenhuma heroína, sou uma mulher comum, buscando fazer o que gosta. E se eu consigo, você também consegue. Tenho minhas dificuldades (uma moto é alta, a outra é pesada), desafios a superar mas também tenho uma felicidade imensa de estar cercada de pessoas que me fazem evoluir, não tenho vergonha de pedir ajuda, procuro sempre estar aberta às opiniões e experiências e respeito meus limites. E, novamente, nunca dispenso um exemplo feminino.

Uma vez ouvi da Rosana Lourdes, uma motociclista experiente e que tenho como inspiração desde sempre: “você limita os teus limites”. A frase da Rosana nunca mais me saiu da cabeça. Sigo respeitando meus limites, porém, sempre tentando identificar o que é realmente limitação e o que é apenas limite psicológico que pode ser trabalhado.

Como motociclista, fiz dois cursos de pilotagem com foco em off road, um deles junto com um grupo de mulheres que conheci através do  Triumph Classic Lady Riders (que nada tem de exclusivo ou ligado a Triumph, apenas a paixão das criadoras do grupo pelas motos clássicas da marca, temos uma miscelânea maravilhosa de estilos e marcas de moto, se você é mulher motociclista, junte-se a nós) e nestes cursos adquiri habilidades essenciais para uma viagem como a que acabo de fazer, com uma moto naked e pesada, encarando algumas estradas de terra. Treinar é importantíssimo então, mulheres, vale a pena ficar de olho e acompanhar os próximos cursos e treinos que estamos planejando.

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Do dia em que juntamos um monte de motos naked e street pra subir e descer barranco, fazer slalom, tudo off road
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Algumas das Classic Lady Riders: amigas de estrada e de vida, grandes inspirações pra mim

Uma pergunta interessante que ouvi no Chuí de um rapaz logo depois que soube que estava vindo de São Paulo de moto sozinha e seguiria para o Uruguai: “você entende de mecânica?” – Posso não saber consertar mas sei identificar se houver um problema, respondi sorrindo. Tirando o fato de que um homem sozinho de moto dificilmente ouviria esta pergunta, achei uma consideração muito válida.

Sobre mecânica, me interesso em aprender e estou sempre atenta a isso, sei fazer algumas coisas, trocar óleo, filtro, pastilhas de freio, mas é preciso entender que, mesmo que você não saiba fazer tudo sozinha, é importante conhecer como as coisas funcionam e principalmente, conhecer a tua moto. E aqui falo para homens e mulheres pois temos um estranho hábito de deduzir que se é homem entende de mecânica, um mito. Muitos homens não entendem nada do funcionamento de suas motos e, na minha humilde opinião, seria importantíssimo saber ao menos o básico.

Nessa viagem estive sempre atenta ao nível do óleo, às condições dos pneus e condições gerais da moto, é dar uma volta mesmo ao redor da moto observando-a, isto pode evitar possíveis problemas. Há algum parafuso frouxo? Os cabos estão em ordem? Como estão os freios? Estes hábitos simples te fazem ter tanta afinidade com a máquina que qualquer som ou trepidação/comportamento diferente você irá sentir. Conhecer a autonomia de combustível, entender que a velocidade, condições climáticas e qualidade da gasolina podem interferir no consumo e se precaver quanto a isso também é importante, ou seja, não deixe para abastecer no limite. Saiba lubrificar a corrente e checar o estado da relação (se a tua moto não tem cardã), negligenciar isso pode danificar prematuramente toda a relação. E mesmo que você não tenha à mão o Motul que você ama, compre graxa, tem em todo lugar e é muito melhor que uma corrente seca. Saiba identificar se a corrente precisa ser esticada. São coisas simples, ninguém precisa ter cursado engenharia ou possuir super poderes para aprender. Precisamos desmistificar um pouco isso, tentarei fazer alguns vídeos e compartilhar o que tenho aprendido.

Na minha viagem não tive nenhum problema mecânico, a única coisa que precisei fazer foi apertar um parafuso da pedaleira, pois notei, num trecho de menor velocidade, uma certa trepidação logo abaixo do meu pé direito. A afinidade com a moto faz você perceber de onde pode vir o problema. Uma chave 12 resolveu. Não, eu não tinha uma chave 12 na minha bagagem, mas tive a sorte de ter parado bem em frente à uma loja de ferragens, mas mesmo sem essa ajuda do universo, uma chave de boca não é algo difícil de se conseguir. E quando você sabe a origem e do que precisa, fica mais fácil resolver o problema.

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Uma única chave necessária na viagem. Moto boa é a tua e bem cuidada.

Já quase em São Paulo, na inspeção de rotina, a voltinha em torno da moto, notei um parafuso bem frouxo, quase solto, que eu não sabia o que era. O Thiago me explicou que era o parafuso do coletor de admissão, que prende o coletor ao cabeçote. Desta vez, uma chave 8. Neste caso nem precisava saber o que era, bastava apertar o parafuso, mas aprender é importante.

Sobre rotas, mapas, eu traço as rotas no Google Maps do celular mesmo e vejo quais as opções, se há muitas rodovias, pergunto para alguém que sei que conhece melhor a região, ou faço uma pequena pesquisa sobre. Nem sempre o caminho mais curto é o melhor ou o mais agradável. Aprendi isso como ciclista e continua sendo uma verdade no motociclismo. Também é importante ver quais cidades estão no teu caminho. Tem capitais? Só cidades pequenas? Memorizo alguns nomes, nem sempre as placas indicam o teu destino, mas indicam a direção a seguir para chegar lá. Talvez você precise parar mais cedo do que o previsto por um problema mecânico ou só cansaço mesmo, tenha em mente as opções para isso.

Falando em cansaço, respeite o seu. Respeite seu corpo, sua mente, não exite em parar caso esteja com sono, fome, sede, muito calor, frio, enfim. Insistir com este tipo de desconforto te coloca em risco, porque diminui tua atenção e reflexos na pilotagem. E entenda que há dias/estradas/condições climáticas que rendem mais e que rendem menos, permita-se mudar o planejamento.

Sobre hospedagem, eu só reservo quando estou perto de parar, checo as opções no booking e sigo para lá, às vezes descubro opções boas a poucos metros de mim. Às vezes pergunto no posto de gasolina, consegui dicas boas assim.

E o mito de que mulher leva muita bagagem. Creio que bagagem tem muito mais a ver com a tua personalidade, estilo de vida do que com gênero. A vida mochileira me ensinou a levar somente o essencial, um aprendizado fácil quando você está carregando o peso nas costas. Na moto geralmente o espaço é pouco. Nesta viagem levei menos do que levaria se tivesse planejado sair de casa para viajar por 30 dias, mas me virei muito bem. Quando cansei de usar aquelas mesmas camisetas que obviamente fui lavando no caminho, comprei uma de viagem, já volta pra casa como um souvenir.  Carregar pouca coisa me deu uma sensação de liberdade muito grande. Às vezes precisava parar a moto carregada em algum lugar e ficava tranquila por não ter tanta coisa ou coisas muito valiosas em risco. (Minhas roupas, toalha, eram valiosíssimas pra mim,  ali, em viagem, mas não tinha eletrônicos e etc para chamar atenção ou correr risco de ter um prejuízo material)

E como você aprendeu sobre a mecânica da tua moto, monte um pequeno kit de ferramentas e leve-o. As chaves mais utilizadas, reparo rápido de pneu, lubrificante de corrente, abraçadeiras, mas também não queira carregar uma oficina com você. Mantenha tua moto sempre em ordem e precisará se precaver apenas para pequenos imprevistos.

Acho que essas são as dicas básicas, aprenda tudo que puder, ouça bastante, faça um filtro (desconfie de quem acha que sabe tudo), e cerque-se daqueles que te ajudam a evoluir e ficam felizes com o teu sucesso. No motociclismo e na vida né?

Fiquem a vontade para perguntar, o que eu souber responderei e o que eu não souber descobriremos juntos.

E queria deixar aqui mais uma referência feminina, cuja viagem me inspirou a ir além, a Rebeca Bonel, que pegou sua Biz 125 e rodou 8.000 quilômetros pela América do Sul. Simples assim.

Representatividade importa.

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Serra do Corvo Branco. 10 km de cascalho e pedras soltas com uma moto clássica. O maior desafio que já encarei com a bonneville. Eu fiz, você também faz.
Mulheres viajantes, dúvidas das motociclistas e algumas dicas

Motogaragem Urubici

Colaboração minha para a revista Motociclismo falando sobre a Motogaragem, pousada exclusiva para motociclistas em Urubici. Chega de estacionar a moto no cantinho :P

Veja aqui: http://www.motorpress.com.br/moto/especiais/especiais/motogaragem-parada-obrigatoria-em-urubici/

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Motogaragem Urubici

Salão Duas Rodas 2015, a expectativa

Motos, motos, motos por todos os lados :)

Estou em contagem regressiva para o Salão Duas Rodas 2015.

Desde 2013, quando ocorreu o último.

Meu ingresso então.. comprado desde o primeiro lote de vendas, muitos meses atrás.

No Salão de 2013 eu estava começando neste universo do motociclismo e os dois dias do evento (sim, um só dia não foi suficiente pra mim) foram extremamente divertidos. Para este ano, claro, nem tudo será novidade, mas mesmo assim estou muito empolgada, tanto que estava relendo o post que fiz do anterior.

E quais são as expectativas deste ano?

Bom, eu gosto do evento porque podemos experimentar, mesmo que só um pouquinho, diversas motos. Você pode subir, ver os detalhes mais de perto e algumas você até pode pilotar nos test rides. Foi no salão de 2013 que eu tive meu primeiro contato com a Triumph Bonneville, o visual me cativou e quando subi na moto, uau! (Dali pra frente pesquisei ficha técnica, guardei dinheiro, fiz test ride, guardei dinheiro, aluguei uma, guardei dinheiro e acabei comprando e seguimos in love.)

Minha grande expectativa é poder pilotar a Ducati Scrambler. Quando foi lançada mundialmente fiquei apaixonada e em dúvida sobre ela e a Bonnie. Acabei escolhendo a Bonnie porque não aguentei esperar mais 10 meses pra comparar as duas (sim, são motos bem diferentes, mas minhas preferidas, então eu iria comparar sim). Em junho tive a oportunidade de vê-la pessoalmente na Ducati Berlin e mesmo não pilotando o coração acelerou ainda mais por ela. Hoje, penso ainda na questão de reposição e custo de peças (e da própria moto né!) mas ela sem dúvida está na minha lista de desejos motociclísticos, no topo :) Sonhar ainda é de graça.

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Além disso, a Ducati está balançando o mercado com essa moto e a gente gosta assim :) Quem sabe a Triumph não traz a Scrambler deles pro Brasil? (embora eu não tenha curtido a posição dos escapes dela, desconfortável na perna – outra que vi em Berlin, mas muita gente gosta) E a Yamaha já correu atrás com a XSR 700.

Além da Scrambler, também quero ver:

Indian – tudo. Tudo é novidade, é uma lenda, quero ver tudo.

Ducati – tudo. As motos da Ducati são as que mais vestem bem, na minha humilde opinião. E, denovo, sonhar ainda é de graça. Eu já disse que quero pilotar a scrambler né?

KTM – 200 e 390 Duke (e parece que vai ter test ride das duas!)

Kawasaki Ninja H2 (estonteante de linda)

Kawasaki Vulcan S (pre-ci-so sentir a posição de pilotagem dessa moto, quero fazer test ride depois)

Kawasaki Z300 (estonteante de linda, 2)

Dafra Cityclass e Maxsym 400 – se usasse moto no dia-a-dia cogitaria a Cityclass, vi a ficha técnica e o vídeo dela quando uma amiga estava pesquisando scooter e adorei. E essa Maxsym com regulagem de bolha, de banco, de encosto, de estacionamento.. e lanternas em formato de coração <3 Em tempo: a amiga acabou comprando uma Honda PCX e está curtindo muito.

Yamaha MT 07 e 09 e tudo mais. – Eu amo a Yamaha, mesmo não tendo tido a minha, ainda. Me identifico com o design, desde as motos menores, a qualidade é indiscutível, o prazer da pilotagem e acho show a oferta de peças/preços aqui em SP. (Lander X, me aguarde)

Yamaha XSR 700 – tá, não vai ter ainda, mas eu queria :P

Triumph – mais do mesmo que sempre encanta, babo nas Street Triple e nem preciso mencionar o quanto gosto da linha classic né?

Claro que eu visito os estandes das outras marcas também, mas meus destaques são estes.

Além de ficar babando e lambendo as motos, eu também aproveito pra ver como as marcas estão se posicionando com relação ao público feminino, a oferta de produtos (tem marca que ainda acha que jaqueta feminina = jaqueta rosa) Sabemos que a presença de belas modelos é uma constante, mas existe uma diferença imensa na forma como cada marca tem retratado as mulheres no evento e eu levo isso muito em conta quando penso em comprar uma moto ou acessório e, não a toa, troquei uma Suzuki por uma Triumph (as roupas que a Suzuki submeteu as modelos no último salão eram vergonha alheia demais e as experiências que tenho tido com o atendimento da Triumph para mim, mulher motociclista, tem sido muito boas, além das propagandas e etc.)

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Nós sabemos. A Triumph também.

A Honda também tem mandado bem nas redes sociais com as mulheres, a Dafra quase sempre tem vídeos com homens e mulheres pilotando, Yamaha arrasou na propaganda da Fazer150 neste sentido também. Vamos ver quais surpresas mais nos aguardam. E você, barbudão que vai ao evento, faça o favor de respeitar as mulheres né, elas estão ali trabalhando, elas vão ser simpáticas, tirar fotos com você etc e tal, mas trate com o devido respeito, ok? Beleza!

Tem ainda palestras sobre viagens, presença de feras como a piloto Sabrina Paiuta, patrocinada pela LS2 (sim, a marca do meu capacete também leva em consideração esse patrocínio a uma piloto mulher), shows na área externa de stunt, trial, rock ao vivo no estande da Harley Davidson, oportunidade de conferir de perto acessórios que geralmente são difíceis de encontrar, enfim.. muita coisa! Se você gosta de motos, com certeza vai curtir.

E seguimos então, nessa semana longa, tentando evitar as notícias do salão (que começou hoje para a imprensa), e ao mesmo tempo querendo saber as novidades. Sábado e domingo, estaremos lá ;)

Salão Duas Rodas 2015, a expectativa

8 de março

A Revista Motociclismo convidou suas leitoras a enviarem fotos com suas motos e montou essa galeria belíssima de imagens. Excelente atitude dessa revista que tem dedicado cada vez mais espaço ao público feminino, atendendo ao crescimento de mulheres que entram neste universo, mas coisa ainda rara neste meio. Meus parabéns a revista e aos responsáveis por esta ideia. É assim que nos merecemos ser retratadas! Menos paddock girls, mais mulheres reais vivenciando a liberdade! Parabéns mulheres motociclistas! Orgulho de ver rostinhos conhecidos neste álbum. E aos que se incomodam com a nossa presença cada vez mais constante nas ruas, nas estradas e nos grupos de motociclismo: vai ter mulher pilotando sim, e se ficar reclamando, vamos levar mais uma na garupa :P

http://carroonline.terra.com.br/motociclismoonline/noticias/ultimas-noticias/feliz-dia-da-mulher/

 

Morro da Igreja - Parque Nacional de São Joaquim - SC - dez/2013 - Intruder 250
Morro da Igreja – Parque Nacional de São Joaquim – SC – dez/2013 – Intruder 250
8 de março

Salão Duas Rodas 2013 – as motos que “vestem” bem e os test rides

Primeira vez que fui e simplesmente amei!

Nos estandes subi em várias motos, pra sentir aquelas que “vestem” melhor e fiquei surpresa em ver como algumas vestem mal, o que faz eu gostar ainda mais da minha Suzuki Intruder 250 (momento em que você valoriza ainda mais sua moto <3 )

Adorei as motos da Yamaha, Lander, Ténéré.. e achei as novas Fazer lindas! Me fez lembrar dos textos que li dizendo que a Yamaha parece por tradição se preocupar mais com o prazer em pilotar do que algumas outras marcas, num comparativo entre a mesma categoria de motos da Honda, espero que ela dê bastante trabalho para a concorrente:P

Não curti nenhuma moto da Suzuki, nem a Intruder 125, bem parecida com a minha até, mas toda de materiais mais frágeis, banco desconfortável, uma pena.. A Gladius, grande lançamento, não é um estilo que me agrada, então…

Na BMW curti subir nas já apreciadas GSs (e todo aquele espetáculo do estande, com uma violinista tocando Eleanor Rigby e tal..) Acho que se eu tiver uma moto dessas ficará difícil viver longe da estrada…

Na Harley Davidson, a delícia da Heritage Softail, o que é aquilo gente? Maravilhosa posição de piloto e garupa. Já nas outras Harleys como a Sportster (e outras que não lembro), achei a “caixa” do filtro de ar no lado direito da moto totalmente incômoda na perna, também não curti a posição de pilotagem, decepção total… (engraçado que mesmo tendo apenas 1,63m achei deliciosa a Heritage que é grandona, mas não fiquei com os braços super esticados nela, por exemplo.) Claro que tudo isso é ponto de vista de simplesmente subir na moto, mas sei lá, acho que quando essa primeira impressão já te ganha, fica difícil se decepcionar muito depois..

Na Dafra, curti a Horizon 250, pelo conforto, beleza e leveza (a moto não estava presa, dava pra sentir o peso!) mas soube que a ficha técnica como uma mini-custom deixa a desejar.

Na Triumph a moto pela qual me apaixonei: Bonneville T100! Uma custom naked grande mas que não me assusta! (algumas me assustam hehe) Achei deliciosa e fiquei louca pra dar uma volta.. Essas motos retrô…

O que dizer das Ducati? As motos que “vestem” incrivelmente bem.. felizmente essas motos mais velozes não são as que me chamam mais a atenção, logo, não vou ficar sonhando com uma moto digamos, não muito acessível… :P

Mas falando em Ducati! Tinha a área externa reservada aos test rides e shows de freestyle. Tivemos que voltar no domingo pois era muita coisa para ver num dia só!

Testei a trail da Honda, a CRF 250, bem gostosinha! Depois foi a vez de finalmente andar de Ténéré 250 no test ride da Yamaha. Achei a moto bem pesada e alta (em ambas fiquei na pontinha dos pés, medo de não dar conta de parar, hehe) mas valeu a pena, deu pra sentir um pouquinho da Té! E já que estávamos por lá mesmo, testamos os modelos 150cc da Keeway, que, pra mim, pareceram umas bicicletinhas com motor, levinhas, deve ser legal, ágil, pra quem usa a moto no dia-a-dia, a qualidade já não sei dizer.

Mas voltando ao test ride da Ducati.. O Thiago teve a oportunidade de experimentar a Multistrada 1200 e a Monster 796. Confesso que foi emocionante até pra mim, que só fiquei vendo e ouvindo! Legal que ele filmou, dá pra gente sentir um pouquinho como é dar uma voltinha nessas máquinas italianas incríveis!

Pra quem tá começando nesse mundo das motos, curti demais o evento, foi um fim de semana dos mais divertidos que já tive!

Motos são veículos apaixonantes, e tem essa capacidade de proporcionar viagens incríveis como não imagino em nenhum outro veículo. (amo as viagens de bicicleta, mas as mais curtas, de moto sinto que posso percorrer o mundo…)

O próximo Salão Duas Rodas é só em 2015. Até lá quem sabe meu coração já se decidiu por trail ou custom né? Ou encontrou outra paixão? Touring… Vai saber…

Salão Duas Rodas 2013 – as motos que “vestem” bem e os test rides

E-mail enviado para sac@urubupunga.com.br

 

“Preciso registrar um elogio ao comportamento de um motorista. Durante o trajeto fui percebendo a forma cuidadosa com que ele dirigia mas ao chegar na Av. Fonseca Rodrigues, alguns metros à frente ele avistou um ciclista na faixa da direita. Tranquilamente reduziu a velocidade, mudou de faixa completamente e efetuou a ultrapassagem. De forma tranquila, sem buzinar, como manda a lei e principalmente o respeito a vida. Na mesma avenida, após a praça Panamericana, outro ciclista na via e o mesmo exemplar comportamento do motorista, mudança de faixa, redução de velocidade e depois retorno a faixa. Atitudes como esta salvam vidas diariamente mas infelizmente são raras. São incontáveis as vezes em que registrei reclamações sobre o comportamento dos motoristas, principalmente da Urubupungá e Anhanguera. Infelizmente a grande maioria destes profissionais não tem noção do perigo que uma ultrapassagem brusca representa a vida das pessoas, dentro e fora do ônibus. O comportamento que presenciei deste motorista me deixou muito esparançosa de que sirva de exemplo a seus colegas de profissão. Respeitar as leis, e principalmente, respeitar a vida é fácil e o resultado é um trânsito mais humano e não um campo de guerra. Ninguém precisa matar ou morrer a caminho do trabalho. Espero que esta conduta do motorista seja reconhecida, ele é um exemplo a seguir. Obrigada”

E a resposta padrão que recebi:

 

—– Mensagem encaminhada —–
De: “sac@urubupunga.com.br” <sac@urubupunga.com.br>
Para:
Enviadas: Quarta-feira, 28 de Março de 2012 14:30
Assunto: RE: ATENDIMENTO Nº.

Boa Tarde!

Prezada Cliente,

Sra. Camila Oliveira, agradecemos o envio do email  e informamos o motorista compareceu no setor de tráfego, onde ficou muito contente ao  saber que o cliente reconhece o seu trabalho, pois, alega que continuará se empenhando para que sempre se tenha o atendimento adequado ao cliente.

Antenciosamente,

Leandra/ SAC

Auto Viação Urubupungá Ltda           
SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente
sac@urubupunga.com.br                 
http://www.urubupunga.com.br                 
Fone: 0800 11 4777

 
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O mais bonito mesmo, além da atitude do motorista, foi que ao elogia-lo pelas ultrapassagens seguras que fez, ele me olhou com os olhos marejados e disse “Obrigada, de coração, você me deixou muito feliz.”
 
Isso é “gente transportando gente”!
 
E-mail enviado para sac@urubupunga.com.br