SP-Teresópolis, Serra dos Órgãos – Dia 01

Mil quilômetros. Um pouco a mais por causa dos passeios na região.

Ô lugar lindo essa Serra dos Órgãos! Eu já tinha visto muita foto ali no mirante com o Dedo de Deus ao fundo, mas não tinha noção da imensão e beleza daqueles paredões!

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Abraçando o mundo

Feriado de 4 dias, reservamos um dia para ida, outro para volta, um dia no Parque Nacional e outro em aberto para passeios pela região.

Como sempre, nos programamos para sair cedinho, às 06h, atrasamos 1 hora, bem aceitável pros nossos padrões.

Pegamos a Rodovia Ayrton Senna para evitar o pior trecho da Dutra, aqui perto de São Paulo e foi uma excelente escolha. Na chegada para Dutra, trânsito pesado, mas que felizmente se dissipou em não muitos quilômetros. Estrada cada vez mais livre, pude matar meu preconceito com ela, a Dutra.. da lembrança que eu tinha de uma rodovia lotada de caminhões, para uma rodovia cheia de curvas deliciosas, excelente asfalto e belas paisagens, uma delas estonteante.. duas montanhas, água correndo entre elas, árvores floridas. Gente! Isso é real? Parecia uma pintura! Aquelas fotos fine art que eu não gosto muito porque acho irreais demais.. pois é, descobri que essas paisagens existem, algumas delas na Dutra, a caminho do Rio.

mapa SP-Teresópolis

Tínhamos feito um planejamento de paradas legal, café e abastecimento na Ayrton Senna, segunda parada ainda por lá, outra antes da descida da Serra das Araras, para descansar e nos prepararmos para o retão lá embaixo (onde não há postos de combustível, inclusive) até a entrada de Teresópolis.

Nossa vontade era tirar uma foto no Dedo de Deus por volta das 16h, mas atrasamos. Chegamos no pé da serrinha, já avistando a Serra dos Órgãos faltando 15 minutos pras 6 da tarde, reflexo da enrolação acumulada em cada parada.. encostamos rapidinho, esticamos as pernas e subimos, na expectativa de conseguir avistar algo ainda naquele dia.

A subida da serra ali é um espetáculo a parte, as curvas são deliciosas, eu ainda tenho bastante receio de estradas muito sinuosas descendo.. mas na subida… eu adoro! Numa das curvas já estava quase pendulando, hehe – não estava, mas a sensação era essa.

Seguimos contornando a serra e a cada curva uma paisagem ainda mais espetacular surgia, um paredão, um outro ângulo da serra… era bonito demais! Quando achei que já tinha visto toda a beleza, surgiu uma lua cheia magnífica no meio da serra.. de emocionar. Me lembrou muito a primeira vez que fizemos uma viagem grande de moto, lá pro sul, subindo o Morro da Igreja. Um sentimento de felicidade incrível, reduzido apenas pelo caminhão que surgiu na minha frente e me fez ficar de castigo atrás dele por alguns quilômetros até chegarmos no mirante. Sim, já tinha escurecido, mas a beleza continuava toda lá, presente e iluminada por uma noite clara e dourada.

mirante do soberbo
Mirante do Soberbo – até aqui tudo já tinha valido a pena!

Seguimos para o hotel. No caminho, parada num farol, senti uma batida na traseira da moto, sim… era um carro… um senhor bateu em mim, parada! Foi de leve e ao descer da moto constatei que nada tinha acontecido. Perguntei se ele não tinha me visto.. O senhor não se importou muito, não pediu desculpas e ainda queria sair logo do lugar. Gastamos uns minutinhos ali explicando para ele que ele ía esperar sairmos sim e não desviar das nossas motos e ir embora, afinal, era o mínimo que ele podia fazer depois de ter batido numa moto parada: esperar sairmos. Subi na moto ainda com receio de ele fazer alguma manobra brusca ao nosso lado, mas quando olhei no retrovisor, uma viatura da Polícia havia surgido, na frente do motorista “cego” (o que nosso amigo Guma chamaria de karma instantâneo). Fiz sinal para ela aguardar e rapidamente decidi que não valia a pena ter mais aborrecimento indo falar com os policiais, então só esperei o Thiago subir na moto, agradeci a viatura e então seguimos, eu já mais tranquila. Claro que nos próximos semáforos fiquei com a sensação de que as pessoas não íam parar atrás de mim.. mas logo passou… rapidamente entendemos também que apesar daquele climinha de cidade pequena e fofa, muitos motoristas seriam sem noção como aquele que acabara de nos receber.

Devidamente “aclimatados”, conseguimos chegar em paz no hotel (Águia de Ouro, reservado pelo Booking, atendimento super acolhedor, local confortável, ótima localização, recomendamos muito) e descansar para nosso segundo dia que previa uma trilha no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

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2 comentários em “SP-Teresópolis, Serra dos Órgãos – Dia 01

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