E a Sahara?

Eu conheci a Sahara meio por acaso, um amigo estava com uma parada na garagem e decidiu vender baratinho. Como eu já tinha andado de trail e me apaixonado, topei o desafio de reforma-la.

No meio do processo, pneus novos, retrovisores novos, sem bolha, com um spray preto jogado nas carenagens pra dar uma disfarçada
No meio do processo, pneus novos, retrovisores novos, sem bolha, com um spray preto jogado nas carenagens pra dar uma disfarçada naquele aspecto de moto de guerra

Li um dia destes em um grupo de motos uma pessoa que acabara de reformar sua moto dizendo: “reformar moto é uma coisa que se faz apenas uma vez na vida”.

Eu concordo.

Reformar uma moto antiga requer muita disposição, tempo, dinheiro e muita paciência… financeiramente essa reforma não compensou, eu poderia ter comprado outra trail mais nova e ter sido bem feliz, mas posso dizer também que foi uma experiência bacana. É bom pra aprender mais sobre a moto, pra trocar ideias em fóruns e conhecer outras pessoas apaixonadas pelo modelo, enfim, diversos aprendizados e claro que a minha inexperiência também dificultou algumas coisas.

Descobri que a moto que eu comprei andava judiada pelos últimos mecânicos mas para minha felicidade o motor tinha sido feito a pouco tempo. E bem feito.

Depois de deixar a mecânica e estrutura em ordem, embarquei numa viagem de São Paulo até Foz do Iguaçu. Foi apaixonante andar com a Sahara, sempre é. É uma moto que desenvolve muito bem em viagens, curto muito a posição de pilotagem nela, a posição das pernas é ótima, só tenho que driblar a altura dela na hora de parar a moto, não posso vacilar pois ela é alta pra mim, qualquer vacilo pode significar chão. E eu já comprovei isso 3 vezes. É, comprei 3 terrenos com a moto parada.

 

Descansando em Foz do Iguaçu ao lado da XT 600 do Thiago. E elas bebem igual!
Descansando em Foz do Iguaçu ao lado da XT 600 do Thiago. E elas bebem igual!

Nessa viagem pra Foz, descobri um defeitinho crônico da Sahara: a corrente de comando e seu tensionador. A moto desenvolveu bem mas o motor virou uma batedeira. Lá em Foz mesmo levei a um mecânico indicado por um amigo que conheci num grupo de motos, o “Estórias engraçadas de motos e barracas”. O mecânico estava inclusive montando uma Sahara toda reformada. Fizemos a troca do tensionador por um de marca paralela, já que um original teríamos dificuldade de encontrar.  E infelizmente, na viagem de volta o barulho já tinha voltado. Deixei a moto então na oficina de costume, a Guapira Motos, que super recomendo, foi feita a troca por peças originais, gastei mais uma pequena fortuna, mas o problema foi sanado.

Com uma carenagem a menos, que voou na estrada...
Com uma carenagem a menos, que voou na estrada…

E aí faltava apenas a pintura da moto.

Foi quando uns amigos talentosos toparam o desafio de pintar a minha moto. O Jeferson (vulgo Guma), e o Yusuke me acompanharam na compra do material e finalmente está chegando a hora da minha Sahara deixar de ser uma moto malacabada, rs..

 

Varalzinho de testes na casa do Yusuke.
Varalzinho de testes na casa do Yusuke.

Hoje começa nossa última missão dessa reforma toda e minha motona vai finalmente ganhar a aparência que merece. Vou manter o estilo da original de 1991, trocando apenas as partes cinza, por preto.

Logo logo veremos o resultado dessa saga!

Anúncios
E a Sahara?

E a sua primeira moto? A minha foi roubada.

Você se lembra da sua primeira moto? O que aconteceu com ela? Bom, a minha infelizmente foi roubada.

Fiquei 1 ano com essa Intruder 250, uma relíquia que fui buscar em Itapetininga com apenas 12 mil km e impecável. Vendi para um vizinho, gente finíssima, que sonhava em ter essa moto quando ela foi lançada, fiquei feliz demais com isso. Mas infelizmente essa moto foi roubada na região da Rua Vergueiro em São Paulo. Foi com lágrimas nos olhos que ele me contou isso, poucos meses depois de sua aquisição.

 

Em nossa última viagem, empoeirada no Morro da Igreja - SC
Em nossa última viagem, empoeirada no Morro da Igreja – SC

 

Muita gente me escreve até hoje sobre essa moto e é muito gostoso conhecer as histórias de cada um, amizades virtuais se tornaram reais por causa disso também.

Infelizmente também soube do ocorrido muito tempo depois, mas mesmo assim quero deixar registrado, caso alguém tenha notícias da moto, ou de peças dela (conheço cada parafuso…) e, ainda, um alerta quanto aos cuidados com furtos pois como podemos ver, não existe moto “não visada”. E, claro, faça sua parte: não alimente o crime, não compre peças usadas de procedência duvidosa, a próxima vítima pode ser você.

 

intruder

E a sua primeira moto? A minha foi roubada.