Diálogos de motocicleta

Enquanto relembro os detalhes pra continuar os relatos da viagem, um pouco dos nossos “diálogos de motocicleta”, às vezes via rádio-comunicador (só quando estávamos beeem devagar, senão o barulho do vento não permitia..) mas em sua maioria berrando mesmo, de viseira aberta, rs.. ou nas paradas, enfim, a gente fala bastante, rs.

 

– “Oi, tá me ouvindo?” – ao ligar os comunicadores, sempre seguido de um “oi” com minha vozinha de criança e um sorrisinho feliz.

– “Vai.. não queria viajar de moto?” – hit da viagem, para o bem ou para o mal. Será usado ad eternum..

“A estrada é só nossa mesmo?” – Thiago na BR-116, depois de Itariri, quando sim, a estrada era inacreditavelmente só nossa!

“Quer parar?” – Thiago sempre preocupado comigo, um fofo.

“Você é muito apressadinha” – Thiago bravo (não muito fofo) porque eu guardava as coisas antes de ele terminar de usar. Ou porque eu sempre fico pronta antes dele.

“Você acha mesmo que eu não sou capaz de fazer isso?” – Meu mal humor matinal ao tentar tirar a viseira pra limpar e o Thiago tentar me ajudar, tomando da minha mão.

“Você não acha mesmo que eu acho que você é incapaz né?” – Thiago, horas depois do episódio da viseira.

“Qual a senha do wifi?” – Os dois.. em todas as paradas.

“Highway to hell!” – a cada caminhão de madeira.. eu já contei essa história né?

“Boooorn to be wiiiiild!” – berrando na orelha do Thiago a qualquer momento, trollagem já que sempre que se fala em moto alguém vem com essa música..

“Eu vi que você deu 140 ali viu” – seguido de um “eu sei que você viu”…

“Thi, para de fazer isso” seguido de “não sou eu não, é o vento” – a moto dançando um pouco com o vento lateral, teeensooo… rs..

“Shiu! Contempla!” – meu jeitinho meigo no Morro da Igreja, brisando na paisagem, e o Thiago falando sem parar, ansioso pra ir logo pra Serra do Rio do Rastro.

– “Cadê a chave do alforge?” – Eu, com a chave no bolso, sempre..

– “Tá feliz? Viu? Não queria..” – um pro outro cada vez que passávamos por aqueles lugares lindos…

 “Amanhã, a gente sai cedinho…” – profecia jamais concretizada. Jamais.

 “Foi incrível né?” – lembrando de toda essa aventura, já com saudades..

 

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