>BICICLETADA OSASCO!

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Sim, rolou! Rolou a 4ª Bicicletada Osasco. Nos encontramos na praça embaixo do Viaduto Metálico e seguimos pela Av. Hirant Sanazar, Maria Campos até estação Osasco.

Depois sentamos, batemos um papo, discutimos algumas idéias para as próximas e distribuimos alguns panfletos educativos também.

Somos poucos ainda reunidos, mas somos muitos pedalando no dia-a-dia por Osasco, fica o convite a todos os ciclistas de Osasco e região, vamos nos unir!

TODO ÚLTIMO SÁBADO DO MÊS, às 15:00 hs na praça embaixo do viaduto metálico.

Que venha a próxima: 26 de setembro!

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>BICICLETADA OSASCO!

>Bicicletada SP, Bicicletada Osasco e Inauguração da Ciclofaixa, tudo num só fim de semana!

>Sexta a noite rolou a tradicional BICICLETADA PAULISTANA.

Desembarquei na estação Barra Funda, onde encontrei com o Leandro que me condiziu até a praça do ciclista. No caminho encontramos outro ciclista com mesmo destino. Subimos a Angélica e logo chegamos, já bem aquecidos!

Bate-papo animado na concentração e hora de pedalar. Fomos conhecer a ciclofaixa, antes mesmo de sua inauguração. Claro que a mesma não comportava tantos ciclistas concentrados (300? 350??? Mais?) mas deu pra ter uma noção de como era e onde.

Cheguei a conclusão que não pedalar todo dia está me fazendo falta.. a subida da Alameda Campinas na volta me tirou todo o fôlego, decidi ajudar a fazer o corking* e aproveitar pra respirar um pouco, rs.. Neste momento prestei atenção em como os cartazes abertos nos semáforos fazem falta, acho que é o momento ideal pra divulgar as idéias!

Na volta mais um bonde, Leandro e Zé me conduziram pela Cardoso de Almeida, Sumaré (uhu!) com destino a Barra Funda novamente.

Bicicletada é isso! Pedalar, reivindicar, bater papo, fazer amizades e pegar bondes**!

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*Corking é fechar a passagem nos semáforos para esperar a massa passar em segurança – rápido, indolor e ainda recupera o fôlego

**Bonde é pedalar em grupo (2 ou mais, rs..) pra ficar mais seguro e visível no trânsito e ainda poder usufruir da experiência dos outros ciclistas com relação aos melhores caminhos pra bike.

>Bicicletada SP, Bicicletada Osasco e Inauguração da Ciclofaixa, tudo num só fim de semana!

>Novos tempos, velhos hábitos…

>Hoje quando fui pagar minhas compras no supermercado a operadora do caixa me perguntou:
– A senhora não vai usar nenhuma sacola?
– Não. (colocando as compras na sacola que havia levado)
– Então a senhora vai ganhar um desconto.
– Desconto???

Pois é, ganhei um desconto! Que bacana! Perguntei se não ganharia algo mais por estar de bike. Ela me respondeu: estacionamento grátis! Demos risada..

É muito legal ver que as coisas estão começando a mudar, um incentivo para a redução do uso das sacolas plásticas vai muito bem!
Saí do mercado toda feliz, mas aí, ao tentar atravessar dentro do estacionamento, vi um carro vindo correndo então parei. O motorista parou o carro bem na minha frente, o meio do carro. Olhei para o lado e vi que ele parou para dar passagem para outro carro. Aquilo foi um balde de água fria! Só me restou olhar pra cara dele, sorrir e dizer: É brincadeira né? E desviar do carro para ir pegar minha bike. Custava a pessoa primeiro, não correr dentro de um estacionamento, e segundo, ter parado um pouquinho mais pra trás pra eu poder atravessar?

E assim caminha a humanidade, um passo pra frente, outro pra trás, e assim não sairemos nunca do lugar…

>Novos tempos, velhos hábitos…

>"De parque em parque sempre de bike"

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Através da Secretaria de Esportes, está sendo implantado na cidade de São Paulo o Projeto Ciclofaixas que, num primeiro momento, fará a integração de 3 parques da cidade: Parque do Povo, Ibirapuera e Parque das Bicicletas. Serão 5 km de trajeto, funcionando aos domingos das 07 da manhã ao meio-dia. A operação começa neste domingo, dia 30/08/2009. Guardemos esta data!
Numa cidade com tantos ciclistas, o projeto de lazer tem causado alguma resistências, muitos ciclistas preferiam que fossem feitas ciclofaixas para utilização diária, criando a convivência dos veículos motorizados com a bicicleta como meio de transporte, eu também queria! Mas estou feliz com este pequeno avanço, só assim as coisas começam, tímidas, aos poucos, mudando conceitos, servindo de experiência.
Tire suas bicicletas de casa, vá conhecer a cidade de bike, estes 5 km com certeza servirão para refletir:
EM QUE CIDADE VOCÊ QUER VIVER?

ENTÃO COMECE A CONSTRUIR!

– Deixe o carro em casa sempre que possível: ele polui o ar, degrada a cidade, evita a convivência, congestiona as ruas, causa tédio e agressividade;

– Use transporte coletivo na rotina. Alguns minutos a mais no seu percurso podem tornar a cidade melhor para todos, inclusive para você. No espaço de 3 carros (geralmente levando uma pessoa cada) pode circular um ônibus com 60 passageiros ou 20 ciclistas;

– Faça os pequenos deslocamentos à pé ou de bicicleta. Além de fazer exercício, você irá enxergar a cidade com outros olhos;

– Participe das discussões sobre transporte público e cobre ações das autoridades;

– Respeite o ciclista e o pedestre: eles tem o mesmo direito que você de circular nas ruas com segurança. Ao ultrapassar uma bicicleta, reduza a velocidade e mantenha no mínimo 1,5m de distância. Nas faixas, a preferência é sempre do pedestre (a não ser que exista semáforo específico).

>"De parque em parque sempre de bike"

>Márcia Regina de Andrade Prado

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Conhecer o pessoal naquele passeio em Osasco foi o ponto de partida para vários passeios de bike nas manhãs de domingo. Um deles foi o passeio do dia internacional da mulher, organizado pelo CAB. (http://www.cab.com.br/)

O passeio foi super gostoso, passamos pelo parque do Ibirapuera e nas descidas via-se uma fila imensa de bikes, lindo de ver! Na volta, segui com o pessoal rumo à estação mais próxima do metrô, onde muitos iriam embarcar, mas acabamos mudando de idéia, alguns embarcaram e eu, Thiago e Fátima seguimos para uma outra estação pois eles queriam me deixar direto na linha vermelha do metrô, pra eu evitar de fazer baldeação e ter de carregar a bike nas escadas da Sé.. Lá fomos nós rumo a estação Anhangabaú.

Como eu não estava acostumada com aquela região de São Paulo, fui meio que escoltada por eles, sempre me dando dicas de como me portar em algumas situações (faróis, ônibus e etc). Quando chegamos numa certa altura da Paulista, eles foram reduzindo e sinalizando que íam parar, logo avistei o motivo, eles queriam me mostrar a Ghost bike da Márcia e esta história eu conhecia bem.

Em janeiro deste ano, fiquei sabendo através de algumas comunidades do orkut que havia acontecido um acidente na avenida Paulista envolvendo uma ciclista de 40 anos e um ônibus, e que a ciclista havia falecido. Aquela notícia obviamente me chamou muito a atenção, uma mulher de 40 anos pedalando na Paulista com certeza não estava empinando uma bicicleta ou tendo atitudes que a colocassem em risco, afinal, era adulta e com certeza devia ser experiente.

Rapidamente tomei conhecimento dos fatos, o ônibus a ultrapassou e, segundo o motorista, ele ouviu um barulho e parou para ver o que tinha acontecido. Aquilo acabou comigo… conforme ía pesquisando, ficava mais evidente que não se tratava de um acidente, mas de uma imprudência que havia tirado a vida de alguém, e este alguém era um ser humano, com família, amigos, sonhos e sua vida fora abreviada naquela ultrapassagem irregular…

Fiquei com a Márcia na cabeça por muito tempo, até hoje diversas vezes me pego relembrando o que aconteceu.

No dia seguinte ao acidente eu não pedalei, fui de carona até a empresa, sinceramente, estava com medo, ficava me colocando no lugar dela, já que infelizmente já havia levado algumas finas de ônibus..

O medo logo passou, afinal, se todos parassem de andar de carro a cada acidente que acontece, não teríamos mais nenhum carro circulando por aí… (claro que queremos uma redução, mas não desta forma..) Mas o que ficou foi a tristeza e a revolta. É revoltante ver coisas deste tipo acontecerem e não poder fazer nada. Nunca ver os culpados serem punidos, é lamentável… E é triste, muito triste que a vida dela tenha se encerrado ali… Dói.

Ficamos parados ali, nós 3, em frente a Ghost Bike, uma homenagem dos amigos da Márcia (muitos deles da bicicletada de São Paulo). Não havia o que dizer…

O local é bem próximo a um ponto de ônibus, o que reforça que o motorista foi imprudente, se queria ultrapassa-la, deveria ter mantido a distância segura e obrigatória por lei de 1,5 m e ainda, para que ultrapassa-la e de maneira assassina se naquele local ele tinha que reduzir a velocidade por causa do ponto de ônibus? A pressa dele com certeza não vale uma vida, mas infelizmente, ela se foi.

Essa semana recebemos um e-mail direcionado a um ciclista já bem conhecido por todos devido às ações que ele tem feito ao longo dos anos, lutando por mais respeito aos ciclistas, o André Pasqualini. A mensagem era de uma mulher que passou a pé pela Paulista e viu o memorial da Márcia, tomou conhecimento do que havia acontecido e decidiu que iria pedalar, por ela, simplesmente porque ela não admitiu que a história da Márcia acabasse ali.

>Márcia Regina de Andrade Prado